Exposição “Canções Desenhadas”, de Maria Susana Veiga Simão.

De 9 de Janeiro a 17 de Fevereiro, das 10h às 22h, na Sala de Âmbito Cultural de Lisboa (Piso 6).

Cocktail de inauguração no dia 9 de Janeiro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural, no piso 6.

Sinopse

O bestiário de Susana Veiga Simão é uma serenata aos dias felizes da humanidade. Poderia ser também um modesto trinadinho de fim de tarde em Alfama, uma lembrança de embaixadas papais no modo de coisa-rinoceronte, um requiem aos gatos magricelas olhando desconfiados a vaga sombra na parede branca, molhada pelos pingos da roupa nos estendais. É, antes de tudo, uma iconografia de sons, a evocação de seres alados e terráqueos muito concretos, uns bonitos, outros feios, uns altos, outros baixos, alguns inteligentes, sensíveis e assim-assim, e outros nem por isso. São corpos animados e inanimados os que habitam estes desenhos emoldurados com letras: o camaleão, a figura híbrida com antentas (o alter-ego da artista, a artista ela-mesma, sem alter-ego) … e o chapéu, sim, o chapéu, entre tantas outras máscaras da vida de todos os dias. Canções desenhadas é também uma bufonaria. Poderia ser uma arquitectónica, embora seja uma radiografia de figuras que escapam à sua própria realidade, as mesmas figuras que sonham levar a artista, pela mão, ao jardim.

Biografia

Maria Susana Veiga Simão nasceu em Coimbra em 1958, vive em Lisboa, formou-se em arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1981. Integrou o grupo de trabalho para a instalação dos Espaços Museológicos do LNETI, e participou na implementação do Pólo Tecnológico de Lisboa. Projectou o Plano de Urbanização daquela Pólo bem como o edifício do Centro de Incubação e Desenvolvimento de Empresas. Fez parte da Comissão Organizadora das Exposições de Arqueologia Industrial na Central Tejo em Lisboa, nas Comissões Instaladoras do Museu do Vidro na Marinha Grande, do Artesanato Tecnologia e Design do Centro Nacional do Design. Desde 1996, integrada nos quadros da Assembleia da República, como arquitecta, tem projectado diversas intervenções no Palácio de S.Bento designadamente na requalificação dos espaços da Comunicação Social, da Livraria, do Arquivo Histórico Parlamentar, da Biblioteca das salas afetas às Comissões e aos Grupos Parlamentares, na ligação interna ao Novo Edifício, na Sala das Sessões entre outros. Colaborou em diversas exposições no design gráfico e expositivo: Núcleo Museológico de Estudos para o Hemiciclo; Os Bustos da República no Parlamento; Uma Estátua da República para o Hemiciclo; Biblioteca das Cortes 180 anos memória evocativa; Um olhar sobre as Ordenações. Para além da arquitectura, a música, o cinema e o desenho sempre fizeram parte integrante da sua vida, do seu dia a dia. Os pensamentos desenhados são diários, automáticos, da caneta para o papel, uma espécie de libertação do pensamento num mundo imaginário entre a fantasia e a realidade musicada como cantavam os “Ban” no “surrializar” … por aí, dá-me um irreal, um imaginário, dá-me um irreal …

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